quarta-feira, 27 de julho de 2016

E se...?

Como seria se tivéssemos individualmente que produzir (ou matar) e conservar os nossos próprios alimentos, sem recurso a grandezas e medidas extraordinárias? Se tivéssemos que produzir os nossos fios e os nossos tecidos, se tivéssemos que coser as nossas roupas, fazer os nossos sapatos, e sobretudo, se tivéssemos que ser verdadeiramente responsáveis pelo nosso lixo - por reciclá-lo e decompô-lo? Como seria cada um de nós? Não coloco aqui um cenário de penúria, longe disso; o cenário seria de abundância, mas de responsabilidade e independência. Cada um por si, sem delegar e sem fazer trocas com o vizinho. Pergunto-me quantos de nós comeriam porcos, deitariam roupa e calçado fora porque ao centro comercial chegaram as novas tendências da estação, pergunto-me quem continuaria a achar as embalagens de plástico cómodas e benéficas. E se tentássemos? E se a simplicidade da vida e a pequenez das verdadeiras necessidades voltassem a despontar?